sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Quando penso em alguem, só penso em você

Eu estava cansada, deitada na mesma espreguiçadeira de sempre. O sol ardia e eu decidira pegar uma 'corzinha' deixei tudo de lado e cai no sono, ou pelo menos pensei que cai.
O sol como disse, ardia em meu rosto, braços e pernas. Estava tão quente... Meu cabelo preso num rabo já podia estar molhado. As vezes algumas nuvens passavam e tapavam o sol, aliviando o ardor. Não que eu me importasse, mas em algumas partes do meu rosto, pernas e braços o ardor continuava. Ignorava o barulho das folhas se balançando com a suave brisa. Foi quando eu pensei ter escutado alguém me chamar.
Abri os olhos, e olhei em volta. Nada nem ninguém. Voltei a meu 'repouso'.
Já não aguentava mais esperar para que a cor viesse. Desde pequena sou muito impaciente. Me remechia na espreguiçadeira. Batuava com as mãos o ritmo de alguma música que eu já não me lembrava o nome. As mãos então dedilhavam uma corda imaginaria compondo a melodia. A mão direta a acompanhava, batendo nas cordas imaginárias, que seriam minha coxa. Juro que senti uma mão, a sua mão, tocando meu braço. Me recusei a abrir os olhos e olhar quem me tocara, então minha boca se abriu soltando a letra da melodia a qual eu, até agora, só a compunha.
Out of our minds and out of time
Wishing I could be with you
To share the view
We could've fallen in love
No momento em que terminei de cantar o trecho, me lembrei do nome, que já não era tão importante. Eu criei coragem para abrir os olhos. A mão ainda estava em meu braço.
Abri os olhos e meu sorriso se abriu também, olhei para o lado e pude ver... nada. Nada além da paisagem que eu já conhecia. O toque em meu braço devia ser o vento. Era o vento. E eu só pude suspirar, derrotada. Por que é que eu me importo tanto com você? Acho que é dificil demais admitir que eu te amo. Demais para admitir...

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Te ver e não te querer, é improvável é impossivel


Tudo começou com uma estranha brincadeira. Eu sempre te achei lindo! Mas então, as pessoas me perguntavam quem era você, e eu sentia uma coisa dentro de mim, e dizia: 'eu não sei...' Dias, meses se passaram e eu continuava a te olhar, passando por ai. Não tinha coragem de falar com você, apenas olhava, e quando eu sabia que você olhava de volta, eu simplismente desviava o olhar. Depois de um tempo, alguma coisa chamada internet me deu uma luz! Descobri que dentro dela eu não tenho medo de ser quem eu sou, e muito menos de falar com as pessoas que eu não conheço, nem vergonha de falar com você...
Mas o frio na barriga quando te vejo, a tremedeira, a gagueira, o que será que é isso? Por que meus pés me impedem de ir até você e dizer, como uma pessoa normal: 'Oi, e ai?' Eu não consigo. Começo a tremer, meu coração palpita mais forte e acelerado, minhas mãos soam e eu não cnsigo dizer nada. Por mais que eu queria falar tudo o que eu sinto por você, as palavras não saem da minha boca! Eu olho para você e se você se meche um pouquinho, eu desvio. Se você olha para mim e finge que não olha, eu sorrio por dentro. Sabe quem eu sou. Mas se eu quero sorrir para você, diretamente para você, não consigo. Então eu sorrio para o chão, fingo estar lembrando de alguma coisa legal, mas na verdade eu sei que você esta me olhando e eu quero sorrir para você! E se eu te vejo triste, para baixo, sozinho, a minha vontade é de ir te abraçar, te acalmar, e te dizer que não vou sair do seu lado, nem sequer por um segundo. Queria te proteger de todo o mal! Queria nunca te ver triste, mas eu não consigo nem te dar 'Oi'.
Agora minha única dúvida é o por que de isso acontecer? Quando é que eu vou perder esse medo/vergonha? Afinal, você não é nenhum maníaco ou coisa assim! Você é um menino... Lindo e perfeito. E sim, eu acho que estou apaixonada...
#xoxo

A day without you is like a year without you rain

Melhor pessoa do mundo? Você. Amiga para todas as horas? Hm, digamos... Você.
Sabe, às vezes eu tenho raiva de você, raiva por você estar sempre certa, raiva por você sempre querer o melhor para mim. Mas eu também te amo por isso, muito mais do que tenho raiva de você.
Sempre pude contar com você, em todos os momentos, ruins e bons, e sei que não posso reclamar de nada, pois você só quer meu melhor - assim espero.
Você me entende mais do que eu mesma. Gosta das mesmas coisas que eu, fala dos mesmos assuntos, e, ah é, não podia esquecer... É maluquinha igualzinha a mim.
Nem o tesouro mais precioso do mundo trocaria o seu lugar no meu coração. Você veio devagar e já ocupou todo esse espação na minha vida, Bel. Você é mais do que especial para mim e sabe disso. Nossas brigas não são nada perto do que sentimos uma pela outra, e eu sei que elas só existem para nos fortalecer mais e mais, por mais besta que seja.
'Um dia sem você é como um ano sem chuva', essa frase faz todo sentido para mim, pela veracidade que ela trás. Os Momentos que passamos juntas serão lembrados para sempre. Cada risada foi especial. Cada momento, para sempre. Desde pequenas sempre juntas. E vivemos no nosso conto de fadas, somos princesas e falamos sobre príncipes encantados, da música e da TV. Isso só posso fazer com você, pois sei que se eu rir, você irá rir comigo, me aconselhará e me dará broncas. Afinal estamos aqui para aprender, uma com a outra. Eu te amo Isabel. Melhor amiga s2

You are the best thing that's ever been mine...

Na vida, temos escolhas, e você foi a melhor delas. Ainda me lembro da noite quente em que te conheci, te vi pela primeira vez. Eu estava apreensiva, eu morria de medo. Você se destacava entre seus irmãos, está certo que eles estavam todos alegres, pulando e agitados e você estava quietinha num canto, dormindo. Acho que qualquer um ali, preferiria um dos seus irmãos, mas eu nunca tinha feito isso antes. Minha mãe te pegou nos braços e você continuou quietinha, então ela me entregou você e me disse, com toda segurança do mundo: "Você vai conseguir". Te peguei em meus braços e acho que o meu coração nunca bateu tão forte e tão rápido como naquele momento. Mesmo com você em meus braços eu me sentia insegura, não queria que nada de mal acontecesse com você. Um ser tão pequenininho, tão frágil, tão perfeito, em meus braços. Meu sorriso se abriu, largo. Levantei seu rosto para mim e seus olhinhos, que antes fechados, agora se abriam pouco a pouco. Eles eram castanhos, suas orelhas estavam em pé e eram negar, como o alto da sua cabeça e como algumas mancham pelo corpo. Ao redor dos olhos e no alto da cabeça, pelos durados brilhavam. O resto do seu corpo era branco. Suas patinhas eram tão pequenininhas. Você se encostou junto a mim e eu te segurei firme, naquele momento, eu tive a certeza de que era você e ninguém mais. A única certeza que eu tinha era de que você precisava de mim, tanto quando eu precisava de você. E de fato você precisou e muito, e eu estive lá, sempre. Talvez se você não estivesse comigo, não estivesse nem mais aqui, como agora. Talvez, não fosse viver mais dois anos e me ensinar a te amar como nunca amei nada na vida, com todas as letras, com toda a força. Você me ensinou a viver com você, ao teu lado. Mas você não me ensinou a viver sem você. Agora, chorando, eu reescrevo esse texto, que antes ainda tinha alguma esperança de te ver bem. Eu lembro dos momentos felizes com você, dos que nunca esquecerei. Me arrependo de todas as vezes que eu briguei com você. E agora, só restam lembranças até um dia quem sabe, nos reencontramos, felizes e bem, outra vez. E eu te levarei, com certeza, aonde quer que eu vá, você estará comigo, eu sei. Eu te amo B. s2

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Do lado de cá, tem música amigos e alguém para amar

Podemos até brigar de vez em quando, mas eu não trocaria nada por um segundo sem você. Quando estou sem ti, me falta um pedaço, estou incompleta, falta minha metade, me sinto vazia, pois só você me completa, só você me faz rir desse jeito histérico e totalmente real, só você sabe quando eu minto, quando estou passando por alguma coisa ruim, e é você que esta lá, me ajudando. Melhor amiga agente não ganha, agente não encontra na esquina. Precisamos de anos, anos e anos de convivência para só então dizer com orgulho: 'A Estela? É a minha M E L H O R amiga!'. E eu posso dizer isso de você. Há sete anos você me atura contigo e não sei como é que consegue, sinceramente, mesmo quando eu estou no meu dia mais chato, quando eu estou insuportavelmente irritante, é quando você mais esta presente comigo. E não precisamos conversar para ficarmos juntas e rirmos de alguma coisa, mesmo em silêncio, é o melhor silêncio junto a ti. Quando sentamos em silêncio em algum canto, e ficamos sem dizer nada, me sinto bem, e quando levanto de lá, para irmos embora, sinto que foi a melhor conversa que já tive na minha vida! Como isso pode acontecer, né? É uma coisa tão maluca, mas para mim faz todo o sentido. Amigas por destino, irmãs por escolha, eu te amo Estel s2

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

E se perder no meio de uma ilusão, e não querer sair dessa confusão

Pés exatos de tanto andar, mas mesmo assim, sem querer parar. Olhos curiosos, para ver mais maravilhas do mundo. Mãos ansiosas por novos contados. Boca faminta por comida boa. Cérebro a mil querendo aprender. Minha vida é assim, viagens, viagens, viagens. Nunca parando, só talvez de uma cidade a outra. Eu adoro gente, adoro falar, adoro descobrir, adoro saber, adoro curtir, adoro o perigo. Sou viciada em pessoas, sou eu querendo ser mais do que posso. Mas o único problema nessa vida de desafios, descobertas, paralelos, é a saudade. Saudade de gente, saudade de amigos que fiz, e deixei partir, chances que nunca vou recuperar, pessoas que jamais vou rever. Saudade que sempre bate. Olho agora o por do sol, deitada numa rede, com água de coco na mão. Sombra, água fresca, brisa leve, paisagem perfeita. O barulho das pessoas na piscina não me tira do foco, olhando o horizonte eu penso em todas as pessoas que só conheci por olhar, por saber o nome, que eu mesma nunca consegui falar. E são essas que mais deixam saudade. As que eu não pude falar e que torturam meu coração, com lembranças lindas, perfeitas. As vozes que não me saem da memória, o jeito com os irmãos, a bobagem com os tios. É assim que me lembro de um deles, felizes, curtindo, sorrindo, cantando, dançando, pulando, brincando, aproveitando. Me lembro de como nossos olhares não se descruzavam, me lembro de como você dispensava a menina que estava dando em cima de você só para poder sorrir para mim. Me lembro de você se aproximando, meu sorriso se alargando, nos dois lado a lado, sem conseguir olhar um para o outro. Eu estava de chinelos, minha tornozeleira balançava com o barco em que estavamos, admirando o nascer do sol, ele estava de chinelos também, eram verdes e pretos, eu olhava para seu pé, que mexia os dedos, como se sorrissem junto comigo, não tinha coragem de olhar para você. Até que chegou a hora de pularmos na água, ele foi, sem medo nenhum, sorrindo para mim, aquela menina, foi atras dele e pulou do seu lado. Ele subiu de volta ao barco e parou na ponta, a brisa que soprava e o sol que surgia era de contraste incrivel com a sua pele. Seus olhos cor de mel, brilhando, como seu sorriso. Ele olhava para mim de novo, e eu não poderia deixar de sorrir também. Depois, quando voltamos ao hotel, continuamos a nos olhar, de longe, mas como se eu o conhecesse a muito tempo, parecíamos perfeitos um para o outro, tudo em nós combinava e eu tive certeza naquela noite, a qual em ritmo de carnaval, bebia uma caipirinha de limão e dançava ao som da música e ele, mesmo cansado, não foi embora, continuou a me olhar. Sentou-se em uma das mesas vazias e pediu uma bebida, ele contornava o copo com o indicador e sorria para mim. Eu tinha a sensação de que ele estava dançando comigo, ou eu para ele. Só para ele. Depois de muito tempo, eu me cansei, me sentei na mesa e ele se levantou. Meu coração disparou, ele viria na minha direção, sim eu tinha certeza, mas por algum motivo ele mudou seu rumo, direto para o seu quarto, meus olhos sentiam falta dos seus e os procuravam com uma ansiedade tremenda. Minhas pernas não me obedeciam e eu não podia faze-las correr até ele e o abraçar, o beijar. Não, elas continuaram inutilmente imóveis, me deixando completamente idiota na frente de qualquer um que me aparecesse. Ele virou na entrada da piscina, estava indo para o seu quarto, seus olhos eram agora tristes, e eu já sabia o que iria acontecer. Ele partiria, no dia seguinte e como eu queria que esse carnaval durasse a eternidade toda. Fui dormir também.
Dito e feito, no dia seguinte, pude ver toda sua família, irmãos e avós, com as malas na frente do hotel, mas não o via, e meus olhos precisavam vê-lo mais uma vez, gravar em mim a melhor parte dele. Mas por algum motivo ele não estava lá. Ele não estava em parte alguma. Caminhei, entorpecida até o estacionamento e o vi parado, encostado no carro, de costas para tudo. Desta vez, minhas pernas me obedeceram e foram até ele, meu dedos trêmulos tocaram um de seus ombros e assustado ele me olhou e sua cara de bravo, foi substituída por um enorme sorriso de dentes brancos, o qual eu lembraria para o resto da vida. Eu ainda tremia mas mesmo assim o abracei, forte para que ele percebesse que eu não queria que ele fosse. Senti meus olhos molhados. Ele me abraçou, me apertando contra seu peito, seus braços eram fortes e macios, eu não queria ter que sair de lá por nada. Por fim, nosso momento acabou, ele beijou o canto da minha boca. O canto que, no conto do Peter Pan, é o beijo escondido de Wendy, o beijo que Peter roubou dela. O beijo que jamais seria esquecido, o beijo que duraria a eternidade para nós. Eu pelo menos para mim. Ele partiu.
Meus olhos no horizonte, pensando no passado não muito distante, ficaram marejados de novo. Minha pele se arrepiou com a brisa, que agora carregava seu perfume, o perfume que eu jamais esqueceria. Nunca troquei uma palavra com ele, mas foi o suficiente para ele me roubar o coração, e o beijo escondido, ainda vai ser dele. Ainda tenho esperanças de o encontrar, embora eu nem saiba como ele esta agora, de onde ele é, para onde vai. Já faz tanto tempo e eu queria saber se ele ainda se lembra, se ele ainda se lembra do carnaval deste ano. Eu me lembro, sempre vou me lembrar.
Ano novo. Bem mais longe do que o carnaval, dias chuvosos, piscinas aquecidas, quartos inundados, caça-tesouros a noite. É como eu me lembro de outro amor, que não passou longe. Eu estava chegando no hotel, era tarde e o sol era regado por uma garoa que caia fina sobre o lago onde estavam os patos e os peixes. Larguei minhas coisas no quarto e fui para o café da tarde. Ficar 12 horas dentro de um jipe não é nada fácil. Foi quando eu o vi. Não estava tão cheio, porém foi o bastante para ele se destacar entre todos lá dentro. Pele morena, corpo esculpido, sorriso branco, cabelos negros, um garoto, eu diria do tipo de Taylor Lautner, que faria qualquer garota suspirar. Ele tinha a minha idade mais ou menos, éramos os únicos 'adolescentes' daquele lugar no campo. Me servi e comecei a comer, logo fui embalada pelo seu perfume, que me invadia e me fazia fechar os olhos. Saí de lá, e eu só queria me deliciar mais com a visão perfeita que eu havia tido. Ele sorria para o tio, que conversava animada mente com ele. Tirei o vestido que escondia meu corpo e mergulhei na piscina, onde dois caras conversavam sobre futebol. Não pude deixar de notar que ao subir, atrai seu olhar. Sorri com isso, mas eu não fiz de propósito. Depois de ficar bastante tempo em baixo d'água eu subi e me deitei na espreguiçadeira. Estava com um biquini preto, meu cabelo molhado caia sobre meus ombros, e agora o sol estava forte o bastante para que eu precisasse passar o bronzeador, ele me olhava com um olhar curioso, especulador, olhava meu corpo inteiro e eu apenas sorria. Não podia mentir, eu estava amando. Horas mais tarde foi anunciado uma festa de sabão, eu fui até lá, era uma espécie de balada com luzes que se acendiam e apagavam no ritmo da música, só que todos lá dentro usavam biquínis e espuma caia sobre nós, nos molhando e fazendo tudo ficar mais colorido. Estava dançando quando ele passou do meu lado. Nossos olhares se cruzaram pela primeira vez. Seus olhos castanhos escuros sorriam para mim, e eu tive a certeza de que ele esbarrou em mim de propósito, ele era forte, musculoso, o sabão fazia nossas peles escorregarem. Não desgrudei meus olhos dos seus desde então. Mas logo depois, dois dias depois, eu fui embora, debaixo de chuva. Maldita reunião em família que não me esperou beijar aquele garoto que me fez enlouquecer esses dois dias no campo.
Depois de lembrar daquele super modelo musculoso, os olhos marejados se transformaram em um sorriso encantado. Eu havia sido enfeitiçada desde então, por um principe das trevas. Enrolei meu cabelo para tras e balancei a rede. Amores vêm e vão. Pessoas eu conheço por necessidade, ou por simples obra do destino. Mas as que eu tenho simples trocas de olhares são as que mais me fazem feliz e me trazem pensamentos maravilhosos. Mas eu tenho meu amor platônico, um que jamais vai saber, mas eu o observo de longe, talvez um dia ele saiba, ou talvez não, mas com certeza eu o amo. E não eu não sou uma maníaca ou coisa do tipo, eu só perco as falas quando me apaixono.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

sábado, 4 de setembro de 2010

Contos de Fada


Quando somos crianças, nós meninas, queremos ser princesas de reinos distantes daquelas que esperam na torre até que o principe encantado apareça, no seu cavalo branco, obviamente. E passamos a maior parte da infância sonhando com os vestidos mais rosas e lindos do mundo. Do mesmo jeito sabemos que sempre vai existir uma bruxa que vai nos atrapalhar ou jogar um feitiço no nosso amado. Estamos preparadas para isso.
Depois crescemos um pouco, e já não queremos mais ser princesas, queremos ser bailarinas, com os vestidos rosas, e sim, ainda sonhando com o principe, e ainda sabendo da existência da bruxa. Todas as nossas amigas, querem o mesmo.
Então crescemos mais um pouco e queremos profissões e já não principes mas o amor da nossa vida.
Crescemos e nossas paixões vão mudando, conhecemos caras, pensamos na nossa vida, decidimos o que vamos fazer, e por mais triste que seja descobrimos que principes, só algumas tem, e já estão quase instintos.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Você foi a melhor parte de mim

E mesmo não querendo, você se foi rápido de mais. Mas nenhum dos momentos que passei com você serão esquecidos, estão gravados para sempre em mim. Suas loucuras, suas meninas, seus problemas, suas dicas. Eu nunca vou esquecer. Você me ensinou a ver o mundo de uma forma diferente, você abriu meus olhos. Você me ensinou que príncipes não existem e nenhum garoto vai chegar num cavalo branco. Você me mostrou que ser amigo é muito mais do que apenas compartilhar alegrias. É compartilhar momentos tristes e dolorosos também, eu pude contar com você, mesmo sendo bobagem, e você pôde contar comigo. Eu nunca sai do seu lado, nem por um instante. Não nego os ciumes de todas as meninas que tiveram a incrivel sorte de ficar com você, mas eu me considero a mais sortuda de todas, por ser com quem você compartilhava e falava delas. Você não namorava, só curtia, e eu achava que um dia você tomaria jeito, mas vejo que estava curtindo mesmo, você precisava curtir. E curtiu. A sua vida foi uma das melhores. Nunca vou esquecer tudo que passamos juntos, todas as risadas e lágrimas. Também sofri por você, mas hoje estou feliz, sei que você está em paz. E talvez eu seja a única menina que se importou com você, sofreu, gritou, chorou, quando te perdeu. Eu sei que você ainda me ama e ainda olha por mim. Mesmo não estando mais aqui, você é a minha estrela guia, é o meu anjo da guarda, e eu sei que vai me guiar para o caminho certo, por mais que eu queira te encontrar, agora. Sei que você não vai deixar sua menininha fazer uma burrada dessas, né? E esse é o único motivo de eu ainda estar aqui, saber que você não ia gostar, não ia deixar. Eu oro por você Fred, eu te amo muito, minha estrela, meu ponto de luz, que nunca vai se apagar e me deixar outra vez.

Não há ninguém como você

Já tentei te substituir, mas você é simplesmente insubstituível. Não posso deixar de passar os melhores momentos da minha vida com você, porque sei que nenhum outro vai me entender como você. Sei que nenhum outro vai aceitar e entender minhas brincadeiras. Sei que nenhum outro é você. E para mim é só você que importa. Mesmo estando longe, ou perto, é você só você de quem eu lembro vendo um simples refrigerante, ou falando coisas inúteis. Nas carteiras da minha sala, todas elas tem seu nome escrito. Eu já sentei em todas, e em todas elas eu ri, lembrei, escrevi. Você sabe que eu te amo muito mais do que você imagina, e esse amor, ninguém nunca tira de mim. Melhor amigo, eu te amo.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

No mar, acontecem coisas...

Te conheci assim do nada, ainda rio quando conto para meus amigos e familiares, ninguém acredita, mas eu não me canso de falar. Foi o melhor dia da minha vida, eu te conhecei, meu melhor amigo, o amor da minha vida.
Amigos são irmãos que a vida nos tira, por destino, ou por felicidade, não são da mesma familia, mas nos entendem como ninguém, sabem todos os seus medos, segredos, sonhos e alegrias. E para minha felicidade, esse 'irmão' que a vida me tirou no nascimento foi você.
Estava no deck do navio, olhando o mar, o por do sol. Hoje esta tudo calmo. Eu queria poder pular e nadar nas águas geladas, eu derretendo aqui. É a minha primeira viajem de navio, e agora, estão limpando a piscina, não posso mais nadar. O chuveiro, já não me alivia mais. Eu queria poder, agora ser expulsa do barco, com aqueles piratas malvados me falando para pular a prancha. Comecei a rir sozinha. Ser pirata sempre foi meu maior sonho. Caçar tesouros perdidos no meio do nada, viajar de ilha em ilha para de barco pelo mundo todo. Ancorar em ilhas desérticas e mesmo assim não cansar de me encantar com cada ser vivo que encontrasse. Queria uma vez me apaixonar perdida mente, e sair a procura do meu amor, mesmo que depois eu voltasse ao mar, e logo depois voltasse ao seu pais, percebendo que não iria viver sem ele. Mas infelizmente não sou uma pirata. Não posso sair todos os dias e ver o oceano, calmo ou agitado, com um sol escaldante, ou com as ondas a metros de altura, por causa da tempestade.
Peguei uma vassoura que estava do meu lado e ela se transformou em espada na mão de menina com pouca infância, as cadeiras, se tornaram monstros dos mais diversos. Fui rodopiando pelo navio, todos já em suas camas, cansados com o dia caloroso, e se alguém aparecia eu não estava nem ligando, estava vivendo o meu sonho. Algumas crianças entram na brincadeira e formamos um navio inteiro. Até que uma delas, disse para eu ter cuidado, que alguém iria me atacar a qualquer momento. Estava em extasie.
-Vou me esconder nessa sala, não falem para ninguém que estou aqui. Pode ser para minha segurança, cuidem no navio! - anunciei para o meu braço direito, que quis ser chamado de barba azul.
Algumas crianças ficaram me observando, mas uma pulou para dentro da sala e com uma espada, muito maior do que a minha me atingiu, mas eu revidei, e cai, na estante de livros da sala, bati minha canela na mesa de centro e cai sentada, perto da escada, que dava no meu ponto de partida. Minha cabeça latejava, mas eu não conseguia fazer outra coisa, se não, rir de mim mesma. As crianças riram também, porém mais preocupadas. Tentei levantar e me apoiei na prateleira em cima de mim, que virou e caiu com os livros na minha cabeça. Eu só conseguia rir mais e mais.
Passos apressados estavam vindo da cabine de fora. Ao me ver o homem, sorriu, e me ajudou a sentar mais perto da escada.
-Meu Deus. - ele riu, provavelmente por eu estar rindo. - Espere aqui, vou buscar um curativo para isso aqui. - ele olhou a sala e riu mais ainda. Correu para a cabine e trouxe uma meletinha de curativos.
Me passou um remédio na testa, que ardeu e me fez tremer.
-Já, já melhora. - ele sorriu, e o senti afagar meu rosto. - ele colou um band-aid na minha testa e me perguntou o que aconteceu.
A essa hora as crianças já na piscina, que havia sido liberada, corriam e riam sem parar.
-Vou arrumar isso aqui. - propus me levantando e já começando a tirar as coisas que eu havia derrubado.
-Eu te ajudo. - prometeu ele. - Só vou ancorar o barco.
Eu sorri, ele era o capitão.
Depois, ele voltou, e contei para ele o que havia acontecido, e ele só conseguia rir de mim, mas depois de um tempo, arrumando e consertando as coisas que eu havia estragado, ele me chamou para jantar.
Me ensinou a pilotar o barco. Namoramos, depois de um tempo, casamos. E sempre rimos desse jeito como o destino nos colocou. Ah! e sim, ainda brincamos de piratas com as crianças que vão viajar no nosso navio pirata.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Coisas do coração, ou da visão

E é possível, alguém se apaixonar por um olhar? Por um sorriso? Por uma palavra, que nem foi pra você? É possível se apaixonar pela tua voz? Posso me apaixonar pelo jeito como você age com as suas amigas? E pelo jeito que você fala comigo na internet? Estudo na sua escola e você nem sabe que eu existo. Falou comigo, mas nunca me viu. Nunca ouviu minha voz. Já sorriu para mim, mesmo sem saber que era eu. Já me disse 'Oi' porque seu amigo cumprimentou a minha amiga. Será que é possível se apaixonar, pelo teu jeito, mesmo não te conhecendo?
Se é possível, não faço idéia. Mas eu me apaixonei. Mas quem liga, meu mundo é mesmo de ponta cabeça, os cabelos, estão no lugar dos pés. Eu conheço seu irmão, falo com ele direto, e ele só fala bem de você. Será por isso que me apaixonei? A maioria dos meus amigos não te conhecem, nem sabe quem você é. Mas é com você que eu sonho todas as noites, é com você que eu esbarro toda manha, e vejo o sorriso mais lindo do mundo, pedindo desculpas, nem sei se você nota, que sou eu o tempo todo, mas eu sei que é você ali, sorrindo para mim, sem ao menos saber meu nome. Ah! como eu queria poder te falar, que quero te conhecer. Queria te falar o quanto você toca bem, mas suas amigas são tão lindas perto de mim, e com certeza seu coração já tem dona. Não foi culpa minha me apaixonar à primeira vista, apenas aconteceu, e eu não tive escolha. Sei teu nome inteiro, até a sala e a série em que você estuda, sei o elevador que você pega, e aonde você mora, sei para onde você vai. Não que eu te espione, mas meus olhos não saem de você. Não é minha culpa você ter uma rotina e eu ver você todos os dias, e nem foi minha culpa aquele dia que você vinha na minha direção, sorrindo e eu me virei. Você disse 'Oi' sem ter ninguém do meu lado, e você levantou a mão, me olhou de longe e sorriu. Me reconheceu. Mas eu tenho tanta vergonha. Talvez não seja para acontecer, ou talvez só não fosse o momento certo. Vai entender o destino. Mas nós freqüentamos os mesmos lugares, até compramos lanche e pegamos a mesma fila... É a tal história, tão perto e mesmo assim tão longe.
Só queria te conhecer, poder te falar, que eu te quero, que você tem a voz mais linda que eu já vi, seu cabelo é incrível e seu sorriso me faz sorrir, mas eu não posso, as palavras se perdem só de estar perto de você. Não sei se é isso mesmo, mas acho que eu te amo D. B.

É você, só você...

Hoje, quando estava chorando, outra vez, as lágrimas pararam de cair, mas o nó na garganta não se desfez, ele continuou lá. Os soluços do choro mal curado não passaram, eu continuei soluçando, como se ainda estivesse chorando, mesmos sons, mesma sensações, mas sem lágrimas salgadas como o mar escorrendo pelos meus olhos. Será que eu já gastei todas elas? Será que nunca mais vou poder chorar como antes? Eu sei que o meu choro foi verdadeiro, e você não teve culpa alguma nisso. Sei que toda a culpa por isso ter e estar acontecendo foi minha, eu me magoei e magoei você. Magoei você. É o que mais me dói. Já nem me preocupava comigo, desdo dia em que te conheci, porque você se tornou minha prioridade máxima. Eu me culpo, não só pelo que fiz, mas também pelo modo como agi, antes. Eu tinha crises de ciúme, onde não havia nada para haver ciúme. Eu via coisas onde não tinham. Eu chorava, por medo de te perder, ou ainda antes, de nunca poder te ter. Mas veja como a vida é irônica. Eu sempre reclamei, briguei, xinguei, que você não estava comigo. Invejei a quem você gostava, achava que elas agora, teriam uma vida de rainhas, princesas ao seu lado. E realmente, teriam, afinal, você é um principe, pode ser invejado por milhões de rapazes. Sempre fui cega por você, sempre te achei o mais, mais, mais. Na real, sempre fui apaixonada por você. E quando te tive, realmente tive os melhores momentos da minha vida. Tive mesmo momentos indescritíveis. Tive mesmo vida de princesa.
E é isso que não entendo. Porque? Meu Deus, porque eu fiz isso com você? Se sempre reclamei, agora devia chorar sozinha, pelo modo como agi. Você viajou uma vez, e olha o que eu faço. Te apunha-lo pelas costas. Te traio, e não apenas com alguém, mas também sua confiança, contando o segredo, que agora, eu prometi não contar, nem para as paredes, afinal, elas ouvem. Jurei nunca mais fazer a mesma coisa, porque o que eu sofri, não desejo a ninguém que ame. Pelo menos a vida ensina. De uma maneira dura, dolorosa, mas é para nunca esquecermos, lembrarmos da dor e nunca mais repetirmos, a menos que sejamos masoquistas, ai é outra história. Mas eu não sou. E aprendi, mesmo tão nova, a dor que o amor pode causar.
Ainda falo com você, porque você permitiu, eu devia agora estar me debulhando, corroendo por dentro, sozinha. Mas você é tão perfeito que não me deixou. E agora, você é o único que, de novo, me faz rir, sorrir, como já não fazia a muito tempo. Mas tem dias em que a tristeza não abandona, e só para te ver feliz eu visto minha máscara do sorriso e tudo fica bem, pois quando você ri, a ferida que nunca ia cicatrizar, melhora 1%. Devo estar exagerando eu sei, mas quando você me beijou de novo, aquele dia, a ferida fechou, pelo momento em que o beijo se prolongou, mas quando o beijo acabou, a ferida abriu outra vez. Não sei se é o certo a fazer, mas é o que eu desejo, o que eu quero. Mas sei que querer não é poder e que muitas vezes, o coração vir antes da razão, pode ser perigoso. Talvez pelo fato de eu saber que nunca vou ter você de novo para mim, ou pelo fato de eu só pensar na hipótese de te magoar outra vez, e isso eu nunca vou fazer, mas a dor me bate na lembrança e eu senti. Nunca mais vou ser como era antes. Mas eu sei que você é meu remédio, pois sem você, eu já não estaria aqui. Nem chorando, nem rindo, muito menos sorrindo. Estaria numa posição muito pior, a sete palmos do chão...
Eu te amo, de verdade, por mais que doa falar isso, é a verdade. Eu te amo, mais do que tudo, nunca me deixe, eu posso não sobreviver.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Meninas boas, meninas más

Me disseram que meninas boas vão para o céu, e meninas más, não.
Eu estava na balada com mais tres amigas, Aghata, Samanta, Cecília e eu, Pricila. Eu tenho cabelos lisos, loiros e compridos, Aghata é ruiva, Samanta é a mais enjoada, tem cabelos castanho avermelhado e Cecília é a mais desinibida, de cabelos castanhos. Estavamos dançando e um cara chegou em Aghata, ela logo o dispensou, mas o cara era muito lindo, musculoso e tudo. Ela veio do meu lado e disse:
-Pri, tenho que ir embora. Não estou acostumada com esse tipo de lugar! Minha mãe não vai gostar se eu ficar aqui. Ela sabe, mas disse pra voltar a meia noite em ponto, já são mais de uma! E ainda esses caras, Pri, dando em cima de mim, não posso! - ela estava desesperada.
-Calma, agente já vai, curte ai! - disse a ela. E fiquei dançando e observando as pessoas.
Um cara chegou em Cecília, e ela estava doidona. Ela foi com ele, não sei pra onde. Sorri, feliz por minha amiga, ou não... Um carinha chegou em Sam, ela o dispensou, chegou outro e ela ainda com cara de entediada, ela olhava para os meninos com desprezo e os chutava de lá. Ela fez isso muitas vezes seguidas, porém os meninos continuavam em seu pé. Até que um o agradou, eles conversaram, e depois de um tempo os perdi de vista. Aghata estava aflita ao meu lado. Tomamos umas e outras, ela se acalmou e foi ao banheiro, nesse tempo um menino chegou, falei com ele, mas não fez meu tipo, o dispensei, mas ele continuou no meu pé e logo, outros chegaram, e nenhum fazia o meu tipo, mas no meio da multidão, pulando com a música, tinha um. Passei pelos meninos na minha frente, e comecei a dançar perto dele. Ele começou a me olhar, e eu fingi que não era para mim, me fiz de difícil, logo estavamos num canto nos beijando.
Agora eu sei mais ou menos o que dizem, nessa noite, Aghata não ficou com ninguém, Samanta, pegou muitos, mas só quais ela quis, Cecília, ficou com um, mas ela não estava bem, e eu como Sam, fiquei com muitos, quais eu quis. Os meninos falaram que agente é má. Mas eles não largam nosso pé. Eu e Sam somos uma dupla inseparável.
Agora eu sei o que o povo quer dizer.
Meninas boas, vão para o céu. Meninas más, vão para onde querem.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Eu vi

Estava andando na rua, e estava chovendo. Eu entrei numa loja porque não queria me molhar mais, eu já estava ensopada, estava feia e sem graça, nada produzida. Fui olhar umas coisas e um menino me olhava. Encontrei seu olhar e meu corpo ferveu, e congelou. Eu não sabia o que fazer, queria correr e me atirar em seus braços, mas apenas sorri para ele. Eu tinha certeza que era você. Mesmos traços, mesmos olhos e mesmo jeito de vestir. Olhava para mim do jeito que você me olha. Mas então eu percebi que estava me enganando. O sorriso ainda no meu rosto e então eu me desviei. Ele ainda olhava para mim. Já faz tanto tempo. Tanto tempo que você se foi, amor. Será que nunca vou conseguir superar e seguir minha vida? Eu poderia ter ido lá e conversado com o rapaz. Ele não ligou que eu estava molhada, despenteada e feia, ele queria me conhecer, sorriu para mim. Ou será que foi dó? Eu não sei e nunca vou saber, você não me deixa. Eu não fui falar com ele. Deve ser você, dentro de mim, ainda enciumado, do jeito que era, tentando me afastar dos outros caras. Acho que vou morrer para ir ai com você, já não aguento mais ficar sem você e não conseguir ficar com ninguém.
Eu te amo.

Estava pensando


Será que a vida é tão difícil quanto agente pensa, ou não tão fácil quanto agente acha?
Será que todos que eu amo moram longe ou eu que não moro perto de ninguém?
Será que é possível viver sem você?
Por que eu não tenho mais razão pra viver se não te ter, aqui comigo?
Será que nesse mundo, ninguém sabe o que é certo?
Por que ninguém me entende?
Por que você não está aqui?
Por que eu gosto tanto de você?
Quem vai responder tudo isso pra mim?
Se você voltar, a saudade vai passar?
Se eu morrer, meus problemas desaparecem, e eu fico em paz pra sempre, ou é mentira?
Me responde?

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Conheço um menino

Estou sentada na frente do meu prédio esperando ele chegar. Faz dois anos que combinamos e faz dois anos que estamos esperando, ele fazer 18 anos para poder vir me buscar.
Lembro ainda como se fosse ontem, ou hoje, nós dois na internet. Eu tinha 13 anos, no fim do ano ia fazer 14 e eu criei um fake e simplesmente me apaixonei, não sabia mais como viver sem. Não sem o fake, sem o garoto que eu conheci nele. Eramos namorados no fake, o lado On da vida, mas levamos isso para a vida real, o lado Off da vida. Eu que amava o Nicholas Jonas, Zac Efron, talvez até o menino da minha escola, esqueci de tudo, por que agora só Luck vinha na minha cabeça, respirava pelo Luck, sonhava com o Luck, chorava pelo Luck, por morarmos longe e nunca nenhum dos nossos pais deixar agente se encontrar, trazer ele para São Paulo, ou eu para o Rio. Achávamos nossos pais completamente loucos. Fui presa, ao tentar fugir a pé para o Rio, pulei da janela, fiz tanta coisa...
Eu tinha ciumes dele, mas ele dizia que eu não precisava, por que eu era dele e ele era meu.
Acreditava, e ainda acredito.
O carro buzinou, me tirando dos meus pensamentos. Levantei o rosto e não pude acreditar no que vi. Aos 16 anos meu sonho se realizou, o que eu sonhava todas as noites, ganhou vida.
Larguei minhas coisas no hall do prédio e não pensei duas vezes em sair correndo para seus braços. Um casal passava na minha frente, me desviei deles, mas pude sentir seus olhares seguirem os meus e depois voltarem as minhas malas, e pude sentir eles sorrindo no ar.
Não importava o que acontecesse, nada iria tirar minha felicidade naquele instante. Abri o portão e o abracei, mais forte do que eu me achava capaz.
Senti algumas lágrimas correndo pelo meu rosto e eu só conseguia senti-lo, sabia que estavamos no meio da rua, ao lado do seu carro, mas eu senti a necessidade de beija-lo, não podia mais esperar por esse momento, já havia esperado de mais.
Nos beijamos, e de novo, foi um beijo tão perfeito que eu nunca achei ser capaz de existir.
Senti a garoa caindo sobre mim, não liguei, sorri. Alguns carros buzinavam, não ligamos. Estavamos no dia mais felizes de nossas vidas, e nada podia estragar.

É, a amizade é bem complicada ._.




Há alguns dias, eu perdi meu namorado. Peguei-o beijando outra, terminei tudo na hora.
-Scott? - perguntei tocando o ombro do menino de touca verde virado contra mim, se agarrando com uma loira mais bonita do que eu.
-Oh, oi Lun - ele ainda teve a cara de pau de me olhar, sorrindo e abraçando a mocréia. - Conhece a Jasmine?
-Não... - cruzei os braços, esperando uma explicação.
-Agora conhece. - ele sorriu e deu um selinho nela.
-Posso falar com você, Scott? - sorri amarelo para a loira escrota.
-Claro meu amor! - ele se levantou e estava vindo me beijar.
Desviei o rosto. O levei para tras de uma árvore da praça.
-O que é isso Scott?
-Isso o que Luna?
-Essa menina e... Você.
-Ah, é só uma amiga do prédio.
-Estavam se beijando, tem certeza que é sua amiga?
-Mas claro! Você não beija seus amigos?
-Não...
-Ah, então não me enche o saco, por que eu beijo.
-Scott, o que há com você?
-Nada, estou super bem.
-Quer parar de olhar e piscar para aquela oxigenada?
-Escuta, você não tem nada a ver com a minha vida! Você não manda em mim, e eu gosto de beijar mulheres.
-E eu não sou uma mulher, nem sua namorada não é?
-Mulher, você é. Minha namorada também. Mas se for pra ficar com ciuminho besta, melhor terminarmos.
-Se for pra ficar agindo como um idiota, é melhor eu terminar com você.
Tirei minha aliança do dedo e joguei no chão. Sai andando.
-Luna! Espera! Desculpa! - ele correu e continuou gritando, eu não dei ouvidos.
Ele não tinha sido o mesmo desde que começamos a namorar.
Quando cheguei na escola, no dia seguinte, minhas amigas estavam sentadas no mesmo lugar de sempre. Sentamos e eu contei o que aconteceu entre mim e Scott. Depois de um tempo, tudo estava normal e a professora nos chamava para receber as provas.
Últimos dias de aula, bagunça.
Quando fui guardar minha prova na mala, os meninos, meus amigos, me pararam para conversar. E eu conversei. Eles me chamaram para ir jogar truco no recreio com eles, aceitei, não vi o porque não aceitar. As meninas já haviam me falado que não gostavam de truco, então, nem me preocupei em convidar. Elas voltaram e foram jogar UNO. Me desculpei com o olhar, olhando para elas, mas os meninos estavam num assunto tão legal, e eu não queria parar de conversar. Minha melhor amiga, Bel, virou a cara, eu pensei, fingindo estar com raiva, eu ri, e ela não me olhou mais. No recreio, joguei truco com os meninos, e depois continuei conversando com eles.
No dia seguinte, me sentei do lado delas, estavam ouvindo musicas no Ipod, ocupadas de mais para ouvir meu sonho... Ou para falar comigo. Meu amigo veio e se sentou do meu lado, conversei com ele, já que elas estavam ocupadas. Sai no recreio com os meninos, de novo, elas não falaram comigo. E assim os dias foram se passando, e nós três, cada vez mais distantes.
No penúltimo dia de aula, na saida, um dos meus amigos, Richard veio falar comigo.
-Ei Lun, a Estela esta chorando lá em baixo ela e Bel estavam falando de você, mas quando eu cheguei perto, elas param de falar. Melhor ir falar com elas.
-Tudo bem. - me levantei de onde eu estava sentada, esperando meu avô vir me buscar.
Desci as escadas e Estela estava enxugando as lágrimas, a Bel já tinha ido.
-Hey. - me sentei ao lado dela.
Ela não me respondeu, virou o rosto e encolheu as pernas, parecia que eu era um monstro ou coisa assim.
-Olha, o que foi? - perguntei.
-Luna, você sempre faz isso!
-Isso o que?
-Sai sem falar com agente!
-Eu não fiz nada, fui jogar truco e eu sei que vocês não gostam, então...
-Mas não fala nunca com agente depois disso.
Do outro lado, Richard me olhava em desespero, querendo que acabasse logo, como eu.
-Tudo bem, mas eu fiquei sentada perto de vocês terça e vocês estavam super ocupadas ouvindo musica, eu não ia ficar sentada que nem um espantalho!
-Eu falei com você!
-Oi.
-Sim.
Meu celular tocou.
-Meu avó chegou, tenho que ir.
-Tudo bem, amanha agente conversa, eu você e a Bel.
Fui pra casa, com raiva. Elas não podiam fazer isso comigo, eu não fiz nada de errado!
Voltei para a escola e só no fim da aula, os meninos decidiram acabar com aquilo. A coisa que mais me deixou com raiva em tudo que elas disseram foi:
-Se quiser voltar a ser nossa amiga, peça desculpas...
Só que eu não vou pedir desculpas, por que eu não fiz nada de errado, eu não fiz nada!
As férias vieram, junto com o lançamento de eclipse e os jogos do Brasil, que não assistimos juntas, que não passamos esses momentos juntos.
E a saudade? Só aperta. Mas acho que eu não vou pedir desculpas, eu não fiz nada de errado.

Team Jacob




-Eu te amo, Bella - murmurou ele
-Eu te amo, Jacob - sussurrei, com a voz entrecortada.
Ele sorriu.
-Sei disso melhor do que você. - Ele se virou para se afastar.
-Qualquer coisa. - Gritei numa voz estrangulada. - O que você quiser. Mas não faça isso!
Ele parou, virando-se devagar. -
Você não falou com sinceridade.
-Fique - implorei.
-Não, eu vou. - Ele parou, como se tivesse tomado uma decisão. - Mas posso deixar isso por conta do destino.
-O que quer dizer? - eu disse, sufocada.
-Não precisa fazer nada deliberadamente... Posso só fazer o melhor por meu grupo, e o que tiver que ser, será. - Ele deu de ombros. - Se você conseguisse me convencer de que quer mesmo que eu volte... Mais do que quer fazer o que acha certo.
-Como? - perguntei.
-Pode me pedir - sugeriu ele.
-Volte - sussurrei. Como ele podia duvidar da minha sinceridade?
Ele sacudiu a cabeça, sorrindo de novo.
-Não era disso que eu estava falando.
Precisei de um segundo para entender o que ele dizia, e nesse tempo ele olhava para mim com aquela expressão superior – seguro de minha reação. Assim que percebi, soltei as palavras sem parar para pensar no custo.
-Pode me beijar, Jacob?
Seus olhos se arregalaram, depois se estreitaram, desconfiados.
-Está blefando.
-Beije-me Jacob. Beije-me e depois volte.
Ele hesitou na sombra, lutando consigo mesmo. Meio que se virou para o oeste, o torso afastando-se de mim enquanto os pés continuavam plantados no chão. Ainda olhando a distância, deu um passo inseguro em minha direção, depois outro. Girou o rosto para olhar para mim, os olhos em dúvida.
Eu o fitei também. Não fazia idéia da minha expressão.
Jacob se balançou nos calcanhares, depois se lançou para a frente, diminuindo a distância entre nós em três longas passadas.
Eu sabia que ele tiraria proveito da situação. Eu esperava por isso. Fiquei completamente imóvel – os olhos fechados, os dedos enrolados nos punhos ao lado do corpo – enquanto as mãos dele pegavam meu rosto e seus lábios encontravam os meus com uma ansiedade que não distava muito da violência.
Pude sentir sua raiva enquanto sua boca descobria minha resistência passiva. Uma das mãos passou para minha nuca, girando em punho em torno das raízes de meu cabelo. A outra mão agarrou rudemente meu ombro, sacudindo-me e depois me arrastando para ele. Sua mão continuava em meu braço, encontrando meu pulso e puxando o braço para cima, colocando-o em seu pescoço. Deixei-a ali, a mão ainda numa bola estreita, sem saber até que ponto eu podia ir em meu desespero para mantê-lo vivo. Em todo esse tempo, seus lábios, desconcertantemente macios e quentes, tentaram forçar uma resposta dos meus.
Assim que teve certeza que eu não largaria o braço, ele libertou meu pulso, a mão sentindo caminho para minha cintura. Sua mão ardente encontrou a pele da base das minhas costas e ele me puxou para a frente, curvando meu corpo contra o dele.
Seus lábios desistiram dos meus por um momento, mas eu sabia que ele não estava perto de terminar. A boca seguiu a linha de meu queixo, depois explorou meu pescoço. Ele soltou meu cabelo, estendendo o outro braço para colocá-lo em seu pescoço, como o primeiro.
Depois os dois braços de Jacob estavam fechados em minha cintura e seus lábios encontaram minha orelha.
-Pode fazer melhor do que isso, Bella - sussurrou ele com a voz rouca - Está pensando demais.
Eu tremi ao sentir seus dentes roçarem meu lóbulo da orelha.
-É isso mesmo - murmurou ele - Pela primeira vez, deixe fluir o que você sente.
Sacudi a cabeça mecanicamente até que as mãos de Jacob estava de volta ao meu cabelo e me deteve.
A voz dele ficou acida.
-Tem certeza de que quer que eu volte? Ou realmente quer me ver morto?
A raiva tremeu em mim como um chicote depois de um golpe forte. Aquilo era demais – ele não estava sendo justo.
Meus braços já estavam em seu pescoço, então agarrei seus cabelos – ignorando a pontada de dor na mão direita – e puxei, lutando para afastar meu rosto do dele.
E Jacob entendeu mal.
Ele era forte demais para reconhecer que minhas mãos, tentando arrancar seu cabelo pelas raízes, queriam lhe provocar dor. Em vez de raiva, ele imaginou paixão. Pensou que eu estava, afinal, reagindo a ele.
Com um ofegar intenso, ele voltou a colocar a boca na minha, os dedos se agarrando freneticamente à pele de minha cintura.
O choque da raiva desequilibrou meu tênue autocontrole; a reação inesperada de êxtase por parte dele venceu. Se houvesse só triunfo, eu seria capaz de resistir. Mas a completa entrega de sua súbita alegria abalou minha determinação, inutilizando-a. Meu cérebro desconectou-se do meu corpo e eu estava retribuindo seu beijo. Contra toda a razão, meus lábios se moviam com os dele de formas estranhas e perturbadoras, como nunca se moveram antes – por que eu não precisava ter cuidado com Jacob e ele certamente não estava sendo cuidadoso comigo.
Meus dedos agarraram seu cabelo, mas eu agora o puxava para mais perto.
Ele estava em toda parte. O sol penetrante tornou minhas pálpebras vermelhas e a cor combinava com o calor. O calor estava em toda parte, eu não conseguia ver nem sentir nada que não fosse Jacob.
A pequena parte do meu cérebro que manteve sanidade gritava perguntas para mim. Por que eu não estava impedindo aquilo? Pior ainda, por que eu não conseguia encontrar o desejo de parar? Significava que eu não queria que ele parasse? Que minhas mãos se agarraram aos ombros dele e gostaram que fossem largos e fortes? Que as mãos dele me puxassem apertado demais em seu corpo, e no entanto, não fosse apertado o bastante para mim?
As perguntas eram idiotas, porque eu sabia a resposta: eu estava mentindo para mim mesma. Jacob tinha razão. Teve razão o tempo todo. Ele era mais do que apenas meu amigo. Por isso era tão impossível me despedir dele porque eu estava apaixonada por ele. Também. Eu o amava, muito mais do que devia, e no entanto ainda não era o bastante. Eu estava apaixonada por ele, mas não era suficiente para mudar nada; era só o bastante para magoar nos dois. Para magoá-lo ainda mais do que eu fizera.
Eu não podia me importar mais do que... do que com sua dor. Eu merecia mesmo qualquer dor que ele me provocasse. Tive esperanças de que fosse ruim. Esperava o fato de sofrer.
Nesse momento, senti como se fôssemos a mesma pessoa. A dor dele sempre foi e seria a minha dor – agora a alegria dele era a minha alegria. E sempre me senti alegre, e ainda assim a felicidade dele, de certo modo, também era dor. Quase tangível – ardia contra minha pele como ácido, uma tortura lenta. Por um breve e interminável segundo um caminho inteiramente diferente se expandiu por trás das pálpebras de meus olhos lacrimosos. Como se eu estivesse olhando pelo filtro dos pensamentos de Jacob, pude ver exatamente do que eu poderia abrir mão, exatamente o que quer esse novo autoconhecimento não me pouparia de perder. Eu podia ver Charlie e Renée misturados numa estranha colagem com Billy e Sam em La Push. Podia ver os anos passando, e significando alguma coisa enquanto passavam, mudando-me. Eu podia ver o enorme lobo marrom-avermelhado que eu amava, sempre presente, tão protetor como se eu precisasse dele. Pelo menor fragmento desse segundo, vi as cabeças de duas crianças pequenas de cabelos pretos, correndo de mim na floresta familiar. Quando desapareceram, levaram o que restara da visão.
Então, com clareza, senti a fissura em meu coração se estilhaçar como a menor parte que se separava do todo.
Os lábios de Jacob ainda estavam nos meus. Abri os olhos e ele me fitava, admirado e exaltado.
-Tenho que ir - sussurrou ele.
-Não - Ele sorriu, satisfeito com a minha resposta.
-Não vou demorar - prometeu ele. -Mas primeiro uma coisa...
Ele me beijou de novo, e não havia mais motivos para resistir. Que sentido teria?
Dessa vez foi diferente. As mãos dele eram suaves em meu rosto, e seus lábios quentes eram gentis, inesperadamente hesitantes. Foi breve e muito, muito doce.
Seus braços se enroscaram à minha volta e ele me abraçou seguramente ao sussurrar em meu ouvido.
-Este devia ter sido nosso primeiro beijo. Antes tarde do que nunca.
Enterrei o rosto no peito dele, onde ele não podia ver as lágrimas que se acumulavam e caíam.