Te conheci assim do nada, ainda rio quando conto para meus amigos e familiares, ninguém acredita, mas eu não me canso de falar. Foi o melhor dia da minha vida, eu te conhecei, meu melhor amigo, o amor da minha vida.Amigos são irmãos que a vida nos tira, por destino, ou por felicidade, não são da mesma familia, mas nos entendem como ninguém, sabem todos os seus medos, segredos, sonhos e alegrias. E para minha felicidade, esse 'irmão' que a vida me tirou no nascimento foi você.
Estava no deck do navio, olhando o mar, o por do sol. Hoje esta tudo calmo. Eu queria poder pular e nadar nas águas geladas, eu derretendo aqui. É a minha primeira viajem de navio, e agora, estão limpando a piscina, não posso mais nadar. O chuveiro, já não me alivia mais. Eu queria poder, agora ser expulsa do barco, com aqueles piratas malvados me falando para pular a prancha. Comecei a rir sozinha. Ser pirata sempre foi meu maior sonho. Caçar tesouros perdidos no meio do nada, viajar de ilha em ilha para de barco pelo mundo todo. Ancorar em ilhas desérticas e mesmo assim não cansar de me encantar com cada ser vivo que encontrasse. Queria uma vez me apaixonar perdida mente, e sair a procura do meu amor, mesmo que depois eu voltasse ao mar, e logo depois voltasse ao seu pais, percebendo que não iria viver sem ele. Mas infelizmente não sou uma pirata. Não posso sair todos os dias e ver o oceano, calmo ou agitado, com um sol escaldante, ou com as ondas a metros de altura, por causa da tempestade.
Peguei uma vassoura que estava do meu lado e ela se transformou em espada na mão de menina com pouca infância, as cadeiras, se tornaram monstros dos mais diversos. Fui rodopiando pelo navio, todos já em suas camas, cansados com o dia caloroso, e se alguém aparecia eu não estava nem ligando, estava vivendo o meu sonho. Algumas crianças entram na brincadeira e formamos um navio inteiro. Até que uma delas, disse para eu ter cuidado, que alguém iria me atacar a qualquer momento. Estava em extasie.
-Vou me esconder nessa sala, não falem para ninguém que estou aqui. Pode ser para minha segurança, cuidem no navio! - anunciei para o meu braço direito, que quis ser chamado de barba azul.
Algumas crianças ficaram me observando, mas uma pulou para dentro da sala e com uma espada, muito maior do que a minha me atingiu, mas eu revidei, e cai, na estante de livros da sala, bati minha canela na mesa de centro e cai sentada, perto da escada, que dava no meu ponto de partida. Minha cabeça latejava, mas eu não conseguia fazer outra coisa, se não, rir de mim mesma. As crianças riram também, porém mais preocupadas. Tentei levantar e me apoiei na prateleira em cima de mim, que virou e caiu com os livros na minha cabeça. Eu só conseguia rir mais e mais.
Passos apressados estavam vindo da cabine de fora. Ao me ver o homem, sorriu, e me ajudou a sentar mais perto da escada.
-Meu Deus. - ele riu, provavelmente por eu estar rindo. - Espere aqui, vou buscar um curativo para isso aqui. - ele olhou a sala e riu mais ainda. Correu para a cabine e trouxe uma meletinha de curativos.
Me passou um remédio na testa, que ardeu e me fez tremer.
-Já, já melhora. - ele sorriu, e o senti afagar meu rosto. - ele colou um band-aid na minha testa e me perguntou o que aconteceu.
A essa hora as crianças já na piscina, que havia sido liberada, corriam e riam sem parar.
-Vou arrumar isso aqui. - propus me levantando e já começando a tirar as coisas que eu havia derrubado.
-Eu te ajudo. - prometeu ele. - Só vou ancorar o barco.
Eu sorri, ele era o capitão.
Depois, ele voltou, e contei para ele o que havia acontecido, e ele só conseguia rir de mim, mas depois de um tempo, arrumando e consertando as coisas que eu havia estragado, ele me chamou para jantar.
Me ensinou a pilotar o barco. Namoramos, depois de um tempo, casamos. E sempre rimos desse jeito como o destino nos colocou. Ah! e sim, ainda brincamos de piratas com as crianças que vão viajar no nosso navio pirata.
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