sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Quando penso em alguem, só penso em você

Eu estava cansada, deitada na mesma espreguiçadeira de sempre. O sol ardia e eu decidira pegar uma 'corzinha' deixei tudo de lado e cai no sono, ou pelo menos pensei que cai.
O sol como disse, ardia em meu rosto, braços e pernas. Estava tão quente... Meu cabelo preso num rabo já podia estar molhado. As vezes algumas nuvens passavam e tapavam o sol, aliviando o ardor. Não que eu me importasse, mas em algumas partes do meu rosto, pernas e braços o ardor continuava. Ignorava o barulho das folhas se balançando com a suave brisa. Foi quando eu pensei ter escutado alguém me chamar.
Abri os olhos, e olhei em volta. Nada nem ninguém. Voltei a meu 'repouso'.
Já não aguentava mais esperar para que a cor viesse. Desde pequena sou muito impaciente. Me remechia na espreguiçadeira. Batuava com as mãos o ritmo de alguma música que eu já não me lembrava o nome. As mãos então dedilhavam uma corda imaginaria compondo a melodia. A mão direta a acompanhava, batendo nas cordas imaginárias, que seriam minha coxa. Juro que senti uma mão, a sua mão, tocando meu braço. Me recusei a abrir os olhos e olhar quem me tocara, então minha boca se abriu soltando a letra da melodia a qual eu, até agora, só a compunha.
Out of our minds and out of time
Wishing I could be with you
To share the view
We could've fallen in love
No momento em que terminei de cantar o trecho, me lembrei do nome, que já não era tão importante. Eu criei coragem para abrir os olhos. A mão ainda estava em meu braço.
Abri os olhos e meu sorriso se abriu também, olhei para o lado e pude ver... nada. Nada além da paisagem que eu já conhecia. O toque em meu braço devia ser o vento. Era o vento. E eu só pude suspirar, derrotada. Por que é que eu me importo tanto com você? Acho que é dificil demais admitir que eu te amo. Demais para admitir...

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